05-04: O Pastor e as minorias

As linhas: “ Feliciano aprova requerimento para barrar ativistas na Comissão de Direitos Humanos – Manifestantes e ativistas de direitos humanos não entram mais no plenário onde são realizadas as sessões e audiências da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Será apenas permitida a entrada na comissão de pessoas relacionadas aos temas em discussão. A proposta foi do próprio presidente da comissão, deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), aprovada na tarde desta quarta-feira pelos integrantes da comissão. Feliciano enfrentou mais uma vez forte protesto contra sua permanência na presidência, mas, dentro do plenário, apenas deputados que votaram para sua indicação ao cargo participaram da sessão desta quarta. Como já ocorreu nas duas últimas sessões, as próximas reuniões serão fechadas. Delas participarão apenas os deputados, servidores e jornalistas. O restante será barrado, conforme o requerimento de Feliciano validado em plenário. Ninguém se opôs à proposta. ” (Fonte: JusBrasil, citando a  Associação do Ministério Público de Minas Gerais)

As entrelinhas: Não, não vamos usar este espaço para debater se o Pastor deve ou não permanecer à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Parece óbvio que mais hora menos hora ele sai, com o nome feito (aqui no Brasil o importante para os eleitores é terem ouvido falar do nome – se é conhecido, só pode ser “cabra bom”!). O que leio nas entrelinhas de toda esta revolução midiática em torno do tema é o grande poder detido pelas minorias, tanto as contra como as a favor da permanência do Deputado à frente de Comissão tão emblemática. Chama-me a atenção o fato de que outros temas, só para ficar no âmbito do Congresso Nacional, tão ou mais importantes do que este, não geram tão ardorosas disputas. Sempre ouvi falar que as maiorias silenciosas são as que decidem eleições e rumos de uma Nação. Mas noto que isto mudou bastante. As maiorias se acomodaram, se omitem, se escondem por trás de sua zona de conforto ou de seu conformismo em achar que nada pode ser feito. Que esta demonstração sirva de exemplo de como, embora em pequeno número, a força da mobilização pode alterar o curso da História.

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