11-07: Manifestações sindicais mudam o rumo dos protestos

11julhoAs linhas: “Atualmente, os sindicatos usam ao máximo sua capacidade de barganha e atuam no limite da chantagem para viabilizar seus interesses. Não há nenhuma perspectiva ideológica ou política para a construção de uma agenda propositiva. Além disso, os sindicatos só abandonariam a base aliada em dois casos: ou se fossem acolhidos pela oposição, o que é improvável, ou se a situação econômica do país se degradasse a tal ponto que as lideranças tivessem de se opor ao governo para manter sua legitimidade.” (cientista político Milton Lahuerta, da  Unesp, em BBC Brasil)

As entrelinhas: CUT, CGT, Força Sindical gozam hoje da simpatia da população em um grau próximo da classe política. Carisma zero, mas uma capacidade de aglutinação bastante forte. Às propostas que beneficiam apenas às suas classes, sem qualquer concepção de proteção à sociedade, foram agregadas muitas das demandas que levaram recentemente a população às ruas. São os órfãos do ex-Presidente e sindicalista metalúrgico Luiz Inácio “Lula” da Silva, ora dedicado a palestras no Exterior e aparente candidatura a Premio Nobel da Paz. Porém mudam a história das manifestações – estamos falando de um leque enorme de sindicatos de vários setores, sob o guarda chuva “profissional” das centrais sindicais. Em cada estado, em cada cidade, os movimentos tiveram andamento diferenciado, variando de demonstrações pacíficas e organizadas para confrontos com as forças policiais. Um dia de apreensão – consequências a serem seguidas.

Atualizado em 12-07: noticiado exaustivamente que muitos dos “sindicalistas manifestantes” foram contratados por valores variando entre R$ 50,00 e R$ 70,00, o que não é novidade nenhuma em se tratando de contratação de claques. Gostaria de saber qual é o critério usado para se pagar 50 ou 70. Será a capacidade vocal do escolhido medida em decibéis? A conferir…

Foto: bahianegócios.com.br

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2 thoughts on “11-07: Manifestações sindicais mudam o rumo dos protestos

  1. Em algum momento os empregados “dessepaís” vão se dar conta do “piano que carregam” sob a forma de contribuição sindical obrigatória. E qdo esse momento chegar muitos castelos do peleguismo político-sindical desabarão com a extinção dessa benesse. O resultado será, de um lado, nossa democracia mais eficiente e, de outro lado, a representatividade sindical começará a receber o respeito da sociedade que sempre augurou sem o mínimo sucesso.

    • Grato, Flavio, pela sua leitura e comentário, que agregam valor aos meus escritos. Concordo que nosso sindicalismo parou no tempo e precisa urgentemente de uma reciclagem! Cordialmente, Paulo Costa

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