08-07: A grande ilusão olímpica

olimpicosAs linhas: “Sem disputar os Jogos Olímpicos desde 1984, a seleção brasileira de polo aquático preparou uma estratégia ousada para chegar forte à edição de 2016, no Rio de Janeiro: contratou o técnico tetracampeão olímpico Ratko Rudic e ainda naturalizou nomes importantes do cenário mundial. As principais novidades são a chegada do central croata Josip Vrlic e do goleiro sérvio Slobodan Soro, campeão mundial em 2009 – que só poderá defender o Brasil a partir de agosto, quando termina a quarentena exigida pela Fina (Federação Internacional de Desportos Aquáticos) para mudança de nacionalidade. O responsável pela vinda dos dois foi o carioca Felipe Perrone. Eleito o melhor jogador da última Liga dos Campeões de clubes pelo Barceloneta, da Espanha, ele defendeu a Espanha até o último ciclo olímpico, mas foi repatriado no ano passado. Junto com ele, trouxe, além de Soro e Vrlic, o espanhol Adria Delgado e o italiano Paulo Salemi, ambos filhos de brasileiros que nasceram na Europa.” (UOL 23jun2015)

As entrelinhas: O uso dos Jogos Olímpicos como instrumento político nacionalista vem de longa data. Não vamos nem falar das “preparações” em massa de atletas de países como a extinta Alemanha Oriental. Vamos centrar aqui em uma leitura simples da questão de reforçar equipes, particularmente as anfitriãs (como o caso do Brasil em 2016), com atletas estrangeiros que são naturalizados para alavancar o orgulho nacional e ficar “lá em cima” no quadro de medalhas. Particularmente sou um purista exacerbado neste assunto. Em minha ótica o atleta olímpico para ser considerado nacional tem que ser nascido (ou pelo menos criado desde a infância) em seu país e ali treinado em seus clubes, escolas, associações, por seus treinadores nacionais. Nada contra intercâmbio intenso com outros países, participando de torneios internacionais e mesmo treinamentos conjuntos. Minha observação ingênua não perdoa sequer os bons nadadores que temos e que fizeram toda a sua carreira e desenvolvimento nos EUA. Mas como todo mundo faz, por que não vamos fazer também, não é mesmo?

Foto: logo dos Jogos do Rio 2016 encontrado em commons.wikimedia

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