16-04: A triste sina dos refugiados

As linhas: ” Haitianos revivem miséria no Acre – Em busca de oportunidades de emprego e fugindo da miséria crescente, 1,3 mil refugiados haitianos lotam um acampamento em péssimas condições em Brasiléia (AC). A situação, de acordo com o governo acreano, que decretou situação de emergência humanitária, está fora de controle e era, até sexta-feira, ignorada pelo Itamaraty. Anteontem, foi anunciada força-tarefa de órgãos federais para tentar liberar permissões de trabalho para os refugiados. Enquanto isso, Jonathan Philisten, de 40 anos, que deixou quatro filhos em Porto Príncipe, recebia a tão esperada notícia: seus documentos estavam prontos e ele havia conseguido emprego e, talvez, uma nova vida, no Paraná. ” (Fonte: O Estado de São Paulo, 14/04/2013)

As entrelinhas: Talvez a condição de refugiado seja a mais degradante para um ser humano. Acresce ao sentido de miserável a combinação deprimente de ser um apátrida e um pária ao mesmo tempo. Nós brasileiros somos mais do que acostumados e preparados para recepcionar e aceitar os imigrantes. Afinal somos um país formado completamente por imigrantes, de todas as partes e culturas. Mas pela primeira vez estamos recebendo um número significativo de refugiados, vindos particularmente do dizimado Haiti. Se conseguirmos encaixar estas pessoas dentro de nossa evidente necessidade de mão de obra, particularmente na zona rural do país, estaremos dando um passo gigante em nossa consolidação como a terra dos braços abertos.

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09-04: Coreia do Norte, o fracasso da diplomacia

As linhas: O ditador Kim Jong-un, da Coreia do Norte, é um louco disposto a matar milhões de pessoas em uma guerra suicida ou está apenas blefando? Essa é a questão central  a respeito das diatribes do tirano, que nas últimas semanas declarou seu direito de ter armas nucleares, ameaçou destruir a Casa Branca, posicionou mísseis na direção da Coreia do Sul e do Japão e fechou o complexo industrial que o país compartilha com o vizinho do sul. Há décadas o regime comunista da Coreia do Norte usa estas bravatas para chantagear os vizinhos e o Ocidente. (Fonte: revista Veja, ed. Abril)

As entrelinhas: Ora é o Irã, agora – outra vez – a Coreia do Norte. Não faz muito, Iraque e Afeganistão. Eu não entendo (aliás, eu não compreendo muita coisa que se passa no mundo), como não se consegue estabelecer uma situação diplomática global que elimine estes sustos estarrecedores. Segundo alguns (nesta hora surgem especialistas de todo tipo com toda forma de conjecturas) uma guerra destas mataria uma milhão de pessoas e duraria dois dias!!! Para que serve a ONU, seu Conselho de Segurança (com a China agora tirando a proteção que dava à Coreia do Norte) e outras dezenas de organismos internacionais, além de tratados de toda ordem assinados pelos principais países do globo? Uma hora destas, por acidente ou loucura, tudo explode!

03-04: Don’t cry for me, Argentina

As linhas: “ A deterioração do ambiente econômico na Argentina aumenta a insatisfação de grupos brasileiros com negócios no país. As incertezas decorrentes de medidas protecionistas, pressões inflacionárias, restrições cambiais e limitações à remessa de dividendos ao exterior começam a asfixiar a disposição de investir no vizinho. A suspensão do projeto Rio Colorado pela Vale, anunciada em março, pode ser apenas a ponta de um iceberg de problemas. (Fonte: O Estado de São Paulo)

As entrelinhas: Para quem viu a Argentina ser, por décadas, a grande potência da América Latina, é bastante triste constatar o estado a que o país chegou, sob o ponto de vista político, social e econômico. Por motivos profissionais tive relações, especialmente com os portenhos, em diferentes oportunidades; sempre com admiração pela sua garra, seu orgulho e sua educação. O momento é difícil mas eu não subestimaria a capacidade deste país ainda dar uma volta para novos tempos. Afinal, eles ainda tem Lionel Messi e o Papa Francisco, o que não é pouca coisa.