03-07: Bovespa – o X da questão

800px-E-tickerAs linhas:O Ibovespa, principal referencial do mercado de ações brasileiro, estaria  hoje na casa dos 53.900 pontos, ou 14% acima do patamar atual, se as três  empresas do grupo de Eike Batista que hoje compõem o índice – OGX, MMX, LLX –  fossem simplesmente expurgadas da carteira teórica. O cálculo foi feito pelo estrategista da Icap Brasil, Gabriel Gersztein, que  analisou o comportamento do Ibovespa desde janeiro de 2012 com e sem as empresas  “X”. O índice atual acumula perda de 18,3%* em 18 meses, aos 47.200 pontos. Sem  as empresas, a baixa no período seria de apenas 7,4%. ‘A metodologia atual do Ibovespa, que leva em conta basicamente o volume  negociado, não é a ideal, porque causa distorções, como das empresas X’, diz  Gersztein.” (Fonte: Valor Econômico)

As entrelinhas: No dia 26 de junho passado coloquei o seguinte comentário pessoal ao artigo de Exame.com intitulado “O que ainda esperar das ações X de Eike Batista na bolsa”: “Em minha opinião, comentando de forma objetiva e sem qualquer referencia ao empresário Eike Batista, penso que a negociação das ações do grupo já deveriam ter sido suspensas pela CVM, faz muito. Seu andamento errático, a sucessão diária de informações referentes a esta ou aquela empresa do conglomerado, que quase nunca se confirmam, causam grande dano à Bolsa em si e a outras empresas que acabam sendo arrastadas pelos sentimentos despertados por estes movimentos. Não há fundamentos para justificar o desempenho diário das várias ações do grupo, o que abre caminho para grandes possibilidades de especulação nefasta.” Estas são minhas entrelinhas de hoje, após grande queda do Ibovespa, não apenas causada pelas empresas X mas também pelo cenário econômico mundial e a publicação de crescimento negativo da indústria brasileira em maio passado (-2%).

* Este artigo do Valor Econômico foi publicado antes da sessão de 2 de julho, quando o Ibovespa caiu mais 4,24%, puxado pelas ações da OGX (queda de 19,64%) – Fonte: Exame.com
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02-05: Ibovespa não anima

800px-E-tickerAs linhas:  A situação anda mesmo complicada para os investimentos de risco no Brasil. Não é por outra razão que a Bovespa acumulou o quarto mês consecutivo de queda, com perdas no ano de 8,27%. Muitas mudanças na política econômica, sinais transversos na política monetária e cambial, têm deixado os investidores receosos na aplicação de recursos, ao mesmo tempo em que surgem países com maior atratividade para investimentos.(Alvaro Bandeira, Economista-Chefe da Órama, citado no boletim diário da corretora ADVFN)

As entrelinhas: O termômetro mais confiável da temperatura com que se encontra a economia do Brasil é, sem dúvida, o Índice da BMF&BOVESPA. Este primeiro quadrimestre do ano é decepcionante. Estivemos inclusive, uma parte deste mês, operando em níveis bem inferiores aos do fechamento de abril. Grande impacto nas cotações tiveram as ações das empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, bem como a performance errática de blue chips como Petrobras e Vale, influenciadas por fatores de economia externa. Mas a insegurança do Governo em termos macroeconômicos foi o fator preponderante para este resultado. E o sinal continua amarelo…

12-04: Petrobras joga a boia para a EBX?

As linhas: Petrobras estuda parceria com Eike Batista – O Grupo EBX, do empresário Eike Batista, é um dos que poderão fornecer infraestrutura e outros serviços à Petrobras no médio e no longo prazo, afirmou na terça-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster. “É um negócio; não se trata de ajuda”, afirmou Graça Foster, como prefere ser chamada a executiva, em uma conferência com jornalistas. A estatal está considerando o grupo de Eike como potencial parceiro, por exemplo, para reduzir seus custos a sua necessidade de investimentos em logística, acrescentou a executiva após detalhar o plano de negócios do período 2013-2017 na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).” (Fonte: Reuters News)

As entrelinhas: Vou usar aqui uma anedota irônica que se usa muito no interior – “quando uma pessoa deve dez mil reais para o banco, ela fica sem dormir até que consiga quitar seu débito. Quando a mesma pessoa deve um milhão, quem não dorme é o gerente do banco.” A impressão que se tem é que o conglomerado EBX colocou-se em tal situação financeira onde simplesmente não pode “quebrar”. A movimentação errática e fortemente descendente de suas ações em Bolsa pintam este quadro. Será a Petrobras destacada pelo Governo para o processo de salvamento?

18-03: Eike foi a Esteves ou BTG veio às X?

As linhas:Nos últimos 12 meses as cinco companhias ‘X’ listadas na bolsa brasileira perderam R$ 54 bilhões em valor de mercado. Sob pressão, Eike firmou um acordo com o banco BTG Pactual de André Esteves, que há uma semana passou a prestar ‘consultoria’ para o grupo EBX – a holding de Eike. A entrada do banco teria acelerado a negociação com os alemães, que estava emperrada.” (Fonte: Estadão, comentando sobre a formação de joint venture da E.ON na empresa MPX)

As entrelinhas: Este movimento, mais um de impacto criado pelas empresas X, tem um significado novo na acelerada vida empresarial de Eike Batista. Pela primeira vez fica claro que – após tantas trocas de comando em suas empresas – Eike foi buscar auxílio naquele que é o grande intelecto do mundo de negócios de hoje, André Esteves. Fica a pergunta: arguto como é o dono do BTG Pactual, não terá sido êle quem procurou Eike e ofereceu toda a gama de produtos que pode agregar ao momento crucial que afeta as empresas X? Ambos são “aviões”, como se diz na gíria empresarial. A diferença é que Eike está absolutamente encurralado e Andrés cruzando céu de brigadeiro. Parceria a ser acompanhada…