21-06: Economia global – medo ou pânico*?

bolsa-de-valores_As linhas:O dólar disparou pelo segundo dia consecutivo e alcançou o patamar de 2,25 reais, mesmo após o Banco Central atuar três vezes para conter a valorização da divisa, refletindo o nervosismo global diante dos sinais de que o programa de estímulo dos Estados Unidos pode estar perto do fim. (Reuters) Investidores retiram US$ 3,9 trilhões de mercados emergentes – os investidores estão retirando dinheiro dos mercados emergentes no ritmo mais rápido em dois anos devido à queda de ações, títulos e divisas causada por um desaquecimento econômico e um menor estímulo global. (Bloomberg) Europa reage negativamente a discurso de Bernanke – o índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 2,97%, fechando a 283,68 pontos. As bolsas da Europa fecharam em forte queda nesta quinta-feira, 20, reagindo ao discurso feito na quarta-feira, 19, pelo presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que estabeleceu um cronograma para o fim dos estímulos por parte da instituição. (Estadão)

As entrelinhas: talvez distraídos com a sucessão de manifestações que ocorrem em inúmeras cidades brasileiras, parece não estarmos percebendo a dimensão do difícil momento econômico por que passa o mundo. Preocupação maior devemos ter com nosso próprio país. Estamos próximos de findar o primeiro semestre do ano e quase todos os principais índices referenciais de nossa economia são preocupantes, para se dizer o mínimo. A taxa de crescimento industrial é pífia, e a cada dia se reduzem as estimativas de um PIB anual mais vigoroso em 2013. A inflação parece ter números “massageados”, desculpem-nos as entidades que os medem e publicam. Os preços das commodities estão caindo e a economia da China, nosso principal mercado, tem apresentado menor aceleração. Não vamos falar das quedas fortes e quase ininterruptas do Ibovespa – além de chegar a níveis próximos do início desta crise financeira mundial (final de 2008), são afetadas fortemente pela performance errática das ações X do empresário Eike Batista.

* O transtorno do pânico é definido como crises recorrentes de forte ansiedade ou medo. Vamos ficar atentos ao que se passa, sermos cautelosos com nossas economias pessoais para evitar que o medo se instale em nós. O passo dele para o pânico é curto! Tenhamos em mente que a economia é feita de ciclos e é preciso saber viver nas altas e nas baixas.

Foto: ofinanceiro.net

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22-05: Despedindo de Ruy Mesquita

OESPAs linhas: “ O jornalista Ruy Mesquita, diretor de “O Estado de S. Paulo”, morreu nesta terça-feira, 21, às 20h40, em São Paulo. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês desde 24 de abril. Ruy Mesquita foi o responsável pela seção de opinião do Estadão desde a morte do irmão Julio de Mesquita Neto, em 1996. O jornalista manteve sua rotina de trabalho até a véspera da internação, se reunindo com os editorialistas para definir as “Notas & Informações” da página 3 do jornal. Seguindo a tradição da família, Ruy Mesquita foi um defensor da liberdade, da democracia e da livre-iniciativa, princípios que sempre nortearam a linha editorial do Estado. Ao longo de seus 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil e da América Latina. ” (Fonte: OESP)

As entrelinhas: Aprendi a ler n’ O Estado de São Paulo. Literalmente. Meu avô Antônio Ferreira da Costa, português de nascimento, foi correspondente do jornal em nossa cidade de Amparo por mais de 50 anos. Ser correspondente não era só enviar as notícias para São Paulo. Implicava em coletar assinaturas, contratar os meninos que distribuíam o jornal e esperar o trem da Mogiana, diariamente, às cinco da manhã, para receber os jornais do dia. Esta paixão que ele nutria pelo Estadão passou para todos da família e nossas linhas de pensamento acabaram por ser moldadas, felizmente – penso eu, pela leitura diária dos escritos da família Mesquita. Parte mais um democrata, um grande formador de opinião, um apaixonado pelo Brasil.