22-03: Facebook – na vida tudo passa

As linhas: “1 entre 16 usuários deixou de usar o Facebook nos Estados Unidos desde dezembro de 2012. No total, 10,6 milhões de americanos pararam de acessar o site no período. Essa foi a maior queda em números absolutos registrada no mundo e a maior no país desde 2011. 1 entre 4 usuários abandonou o site no Japão, o que representa a queda mais acentuada já registrada lá. Proporcionalmente, esse foi o maior declínio entre os países com mais de 1 milhão de contas. 31 países têm pelo menos metade de sua população cadastrada no Facebook. Apenas em oito deles houve aumento de audiência nos últimos três meses.” (Fonte: Veja, Números, 20 de março de 2013)

As entrelinhas: É o efêmero dos dias de hoje. Coincidentemente eu estava em NY, em meados de maio passado, quando as ações da empresa foram ofertadas ao público (IPO), em meio a grande pompa. Wall Street engalanada, Zuckerberg direto da Califórnia em telões espalhados por Manhattan. Três dias depois do lançamento as ações caíram 18,5%, de US$ 38.00 para US$ 31.00 (ontem estavam cotadas a US$ 25.75/ação). Já era sinal do grau de risco que existe nestas chamadas redes sociais (veja-se Orkut, MySpace e outros).  Mesmo “…porque na vida tudo passa, não importa o que tu faça, o que te fazia rir, hoje já não tem mais graça. Tudo muda, tudo troca de lugar… “(NX Zero).

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20-03: As pérolas do Enem: “trousse”, “enchergar” e “rasoavel”

As linhas: “‘Rasoavel’, ‘enchergar’, ‘trousse’. Esses são alguns dos erros de grafia  encontrados em redações que receberam nota 1.000 no Exame Nacional de Ensino  Médio 2012 (Enem). Durante um mês, O Globo recebeu mais de 30 textos enviados  por candidatos que atingiram a pontuação máxima, com a comprovação das notas  pelo Ministério da Educação (MEC) e a confirmação pelas universidades federais  em que os estudantes foram aprovados. Além desses absurdos na língua portuguesa,  várias redações continham graves problemas de concordância verbal, acentuação e  pontuação.” (Fonte: globo.com, texto que foi reproduzido extensivamente nos últimos dias).

As entrelinhas: A língua pátria tem sido ultrajada, não é de hoje. Inicialmente o problema crônico da falha na educação de base. Em segundo lugar a falta de leitura, que aliás nunca foi hábito muito cultivado por nós brasileiros. Depois criam um Acôrdo Ortográfico da Língua Portuguesa (que acabo de descobrir, só entra em vigor no Brasil em 2016!). Mais ainda, outro grande problema: a difusão dos meios de comunicação escrita via smartphones, twitters, MSNs e outros gadgets (que se traduz por geringonças), que induzem as pessoas, em particular os jovens (muitos já não são tão jovens assim) a abreviar as palavras de uma forma incompreensível para um ser humano normal, criando um novo dicionário. Em outras palavras, a situação só tende a piorar…