16-04: A triste sina dos refugiados

As linhas: ” Haitianos revivem miséria no Acre – Em busca de oportunidades de emprego e fugindo da miséria crescente, 1,3 mil refugiados haitianos lotam um acampamento em péssimas condições em Brasiléia (AC). A situação, de acordo com o governo acreano, que decretou situação de emergência humanitária, está fora de controle e era, até sexta-feira, ignorada pelo Itamaraty. Anteontem, foi anunciada força-tarefa de órgãos federais para tentar liberar permissões de trabalho para os refugiados. Enquanto isso, Jonathan Philisten, de 40 anos, que deixou quatro filhos em Porto Príncipe, recebia a tão esperada notícia: seus documentos estavam prontos e ele havia conseguido emprego e, talvez, uma nova vida, no Paraná. ” (Fonte: O Estado de São Paulo, 14/04/2013)

As entrelinhas: Talvez a condição de refugiado seja a mais degradante para um ser humano. Acresce ao sentido de miserável a combinação deprimente de ser um apátrida e um pária ao mesmo tempo. Nós brasileiros somos mais do que acostumados e preparados para recepcionar e aceitar os imigrantes. Afinal somos um país formado completamente por imigrantes, de todas as partes e culturas. Mas pela primeira vez estamos recebendo um número significativo de refugiados, vindos particularmente do dizimado Haiti. Se conseguirmos encaixar estas pessoas dentro de nossa evidente necessidade de mão de obra, particularmente na zona rural do país, estaremos dando um passo gigante em nossa consolidação como a terra dos braços abertos.

Advertisements