07-06: Economia – boa notícia!

cesta básicaAs linhas: “ Cesta básica fica 3% mais barata em Belo Horizonte – alimentos básicos caíram em 66% das capitais pesquisadas em maio. Influenciados pela retração no valor dos produtos alimentícios essenciais, os preços dos itens que compõem a cesta básica caíram em maio em 12 (66,6%) das 18 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Em Belo Horizonte, os preços dos alimentos básicos caíram 3%, atrás somente de Manaus (-4,91%) e Salvador (-3,76%).” (Fonte: Estado de Minas, com Agência Estado)

As entrelinhas: Não queria terminar a semana com um artigo pessimista. Afinal os números anunciados ao longo deste início de junho mostraram dados econômicos preocupantes para o fechamento do mês de maio e o acumulado de 2013. Infelizmente precisei de um dia todo para encontrar as linhas que publico acima. Com o índice Bovespa caindo mais 2,39% e o dólar comercial fechando em alta a 2,133/real, mais as expectativas de aumento da taxa de juros para tentar segurar a inflação, não tive tarefa fácil. Pena que li a notícia toda e lá para a frente noto o seguinte: ‘No acumulado dos primeiros cinco meses de 2013, as 18 capitais pesquisadas registraram expansão nos preços da cesta básica. As altas mais expressivas ocorreram em João Pessoa (20,49%), Aracaju (17,97%) e Natal (17,53%).’ Desculpem-me, caros leitores, mas a coisa não está boa…

Foto encontrada em mtonline.globo.com

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11-04: A inflação do tomate

As linhas: ” Dilma já admite alta nos juros neste mês – Inflação em 12 meses rompe o teto da meta ao atingir 6,59%, e Planalto vê necessidade de BC reforçar sua credibilidade. O Planalto já trabalha com a possibilidade de o Banco Central elevar os juros na próxima semana, apesar de fazer uma avaliação positiva da inflação oficial de março. No mês passado, o IPCA avançou 0,47%, ante 0,60% em fevereiro. Mesmo com o rompimento do teto da meta –o IPCA em 12 meses atingiu 6,59% -, assessores presidenciais ponderam que o BC poderia esperar mais para decidir se sobe o juro diante de sinais de que a inflação deve seguir em queda. ” (Fonte: Folha de São Paulo)

As entrelinhas: O mais curioso desta subida persistente da inflação é que mais uma vez a alta nos preços dos alimentos aparece como o grande responsável pelos números. O valor do tomate cresceu 122% no último ano! Mas a realidade é que as autoridades da área econômica vem tratando pneumonia com simples aspirinas. Uma dose aqui, em forma de desoneração de impostos para uma área industrial específica, outra lá, com a diminuição acelerada dos juros para estimular artificialmente o consumo e assim por diante. Pelo jeito vamos continuar assim, sem mudanças de fundo (como as reformas tributária e previdenciária), que nunca saem dos planos e que poderiam efetivamente mudar a base de toda a nossa estrutura econômica, sem os sustos aplicados pelo tomate…