22-05: Despedindo de Ruy Mesquita

OESPAs linhas: “ O jornalista Ruy Mesquita, diretor de “O Estado de S. Paulo”, morreu nesta terça-feira, 21, às 20h40, em São Paulo. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês desde 24 de abril. Ruy Mesquita foi o responsável pela seção de opinião do Estadão desde a morte do irmão Julio de Mesquita Neto, em 1996. O jornalista manteve sua rotina de trabalho até a véspera da internação, se reunindo com os editorialistas para definir as “Notas & Informações” da página 3 do jornal. Seguindo a tradição da família, Ruy Mesquita foi um defensor da liberdade, da democracia e da livre-iniciativa, princípios que sempre nortearam a linha editorial do Estado. Ao longo de seus 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil e da América Latina. ” (Fonte: OESP)

As entrelinhas: Aprendi a ler n’ O Estado de São Paulo. Literalmente. Meu avô Antônio Ferreira da Costa, português de nascimento, foi correspondente do jornal em nossa cidade de Amparo por mais de 50 anos. Ser correspondente não era só enviar as notícias para São Paulo. Implicava em coletar assinaturas, contratar os meninos que distribuíam o jornal e esperar o trem da Mogiana, diariamente, às cinco da manhã, para receber os jornais do dia. Esta paixão que ele nutria pelo Estadão passou para todos da família e nossas linhas de pensamento acabaram por ser moldadas, felizmente – penso eu, pela leitura diária dos escritos da família Mesquita. Parte mais um democrata, um grande formador de opinião, um apaixonado pelo Brasil.

Advertisements

04-04: O novo mundo da informação virtual

As linhas: “ Cobrança por conteúdo online avança no mundo – nos Estados Unidos, mais de 300 jornais já passaram a adotar o modelo de pagamento pelo acesso às notícias em seus sites. Os jornais, que antes relutavam em cobrar os leitores pelo acesso aos seus sites, converteram-se ao novo modelo. Em muitas economias desenvolvidas da América, Europa e Ásia, proliferam os chamados “paywalls” (cobrança pelo acesso ao conteúdo dos sites), para tentar compensar a queda da receita dos seus produtos impressos. (Fonte: O Estado de São Paulo)

As entrelinhas: Penso que o grande choque cultural trazido à humanidade pelo advento da internet, mola propulsora das grandes mudanças virtuais, já atingiu seu ápice e entra em um período de consolidação deste novo mundo. A geração (minha!) que ainda “precisa” ter o prazer de folhear jornais e revistas, aprofundar-se com os editoriais e os artigos de fundo, está se conformando com a perspectiva do quase desaparecimento das versões impressas de seus periódicos favoritos. Mesmo os jornais mais tradicionais estão se rendendo a esta dura realidade. Nossa vingança, meus jovens, é que vocês não imaginam como é prazeroso ler jornal velho, aquele de uma semana atrás e recortar o poster do seu time campeão para afixá-lo ao lado de sua mesa de trabalho…