03-04: Don’t cry for me, Argentina

As linhas: “ A deterioração do ambiente econômico na Argentina aumenta a insatisfação de grupos brasileiros com negócios no país. As incertezas decorrentes de medidas protecionistas, pressões inflacionárias, restrições cambiais e limitações à remessa de dividendos ao exterior começam a asfixiar a disposição de investir no vizinho. A suspensão do projeto Rio Colorado pela Vale, anunciada em março, pode ser apenas a ponta de um iceberg de problemas. (Fonte: O Estado de São Paulo)

As entrelinhas: Para quem viu a Argentina ser, por décadas, a grande potência da América Latina, é bastante triste constatar o estado a que o país chegou, sob o ponto de vista político, social e econômico. Por motivos profissionais tive relações, especialmente com os portenhos, em diferentes oportunidades; sempre com admiração pela sua garra, seu orgulho e sua educação. O momento é difícil mas eu não subestimaria a capacidade deste país ainda dar uma volta para novos tempos. Afinal, eles ainda tem Lionel Messi e o Papa Francisco, o que não é pouca coisa.

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19-03: Francisco, o Jesuíta

As linhas: “No início da missa inaugural do novo ministério petrino, na manhã desta terça-feira, o papa Francisco recebeu das mãos do cardeal francês Jean-Louis Tauran o pálio, símbolo do bom pastor, e das mãos do cardeal camerlengo, Angelo Solano, o anel de pescador. Enquanto a peça de lã simboliza a ovelha desgarrada e carregada nos ombros pelo bom pastor, o anel representa o compromisso, a entrega e a dedicação do papa à frente da Igreja Católica.” (Fonte: UOL/Folha, explicando a simbologia do anel e pálio na data em que o novo Papa inicia oficialmente seu pontificado).

As entrelinhas:  A eleição do ex-cardeal Bergoglio, primeiro papa latino-americano, primeiro representante  da Companhia de Jesus (fundada por Inácio de Loyola no século XVI), primeiro a adotar o nome Francisco (por São Francisco de Assis, o Santo dos pobres), não foi surpresa para quem se recorda do conclave que elegeu Bento XVI. Ela vem de encontro a tudo que a Igreja Católica necessita neste momento crucial de sua existência. Não se aguarde modificações na doutrina da Igreja; espere-se mais compreensão e mais proximidade com os fiéis. Papa Francisco, seguindo a linha dos Jesuítas, vai marcar sua passagem com a volta do missionário, a dedicação aos pobres e a propagação da fé. Vai enfrentar, com seus hábitos espartanos e carisma inesperado, a Cúria Romana e sua burocracia, de quem êle sempre manteve prudente distância. Amém!