24-06: Não deixem o encanto quebrar…

policiaAs linhas: Um grupo de manifestantes fechou a Via Dutra e a Rodovia Hélio Smidt durante protesto na noite desta sexta-feira (21), bloqueando o acesso ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A manifestação, que saiu da Via Dutra, na altura de Guarulhos, deixou o tráfego lento em direção à capital paulista. Criminosos aproveitaram os bloqueios e fizeram arrastões na rodovia. Na Via Dutra, um grupo atacou carros, um furgão dos correios e o caminhão de uma transportadora e roubou celulares, remédios, travesseiros e cobertores. (Fonte e foto: Portal G1)

As entrelinhas: Neste momento mais de 75% das pessoas entrevistadas por uma agência de pesquisas estão a favor dos movimentos pacíficos de rua. A grande maioria dos participantes são pessoas bem intencionadas, corajosas, que resolveram “virar a mesa”. Razões para isto ter acontecido neste momento são indecifráveis, mas o fato real é que a série de movimentos que se espalhou pelo Brasil tem tudo para mudar para melhor a história do país. Mas a linha que separa a simpatia pela aversão é muito tênue e a grande maioria que leva à frente estas manifestações tem que atentar para alguns aspectos. Vou citar três, a meu ver cruciais, para que a continuidade dos movimentos prospere com resultados (não vou fazer um decálogo pois não sou uma agencia reguladora e muito menos um “sabe tudo”): 1. fujam da violência e da depredação do patrimônio público e privado. O número de vândalos, bandidos, cresce dia-a-dia e deve ser segregado (a Polícia já está mais esperta). Eles são parte do Brasil de hoje e é inevitável que se aproveitem do momento; 2. não bloqueiem estradas – isto é cruel. Incontáveis pessoas estão se movimentando por questões de saúde, por necessidade de trabalho. Este é o caminho mais fácil para gerar antipatia naqueles que, silenciosamente, apoiam as manifestações; 3. tenham uma causa para cada encontro – foco no foco! Um dia o PEC 37, outra ocasião a importação de médicos, ainda outra o julgamento dos recursos do mensalão, a falta de transparência com os custos da Copa, e assim por diante. Mas o objetivo tem que ser claro, como foi o das tarifas no transporte, para que as respostas venham.

p.s. digo “não deixem” em minha posição de colunista. Deveria dizer “não deixemos”, pois simpatizo fortemente com as causas abordadas e dentro de minhas possibilidades estou junto com os que pretendem mudanças, já!

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15-04: PEC 37 – Ministério Público sobe o tom

As linhas: ” PEC 37 só interessa a corruptos, dizem promotores – Proposta que retira do Ministério Público o poder de investigação foi alvo de manifestações na sexta-feira, 12 de abril. Promotores e procuradores reunidos em São Paulo fizeram um ato contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 37, que retira do Ministério Público o poder de investigação – garantindo essa competência apenas às polícias. Os manifestantes alegam que a medida vai reduzir a punição de responsáveis por crimes de corrupção e apontaram que o projeto está sendo defendido por políticos ‘corruptos e malfeitores’. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Marcio Elias Rosa, afirmou que a proposta de restrição ao trabalho de promotores está ’em desacordo com a realidade do Brasil’ e que o Ministério Público deve continuar a investigar a corrupção e os crimes econômicos.” (Fonte: Agencia Estado)

As entrelinhas: De alguns anos a esta parte o Ministério Público vem tomando iniciativas de investigação, levantando questões que agridem o povo brasileiro, em especial àqueles que pagam seus impostos corretamente e não se conformam com desmandos de políticos e empresários, preocupados com seus próprios ganhos, de origens escusas. Notamos seguidamente nos noticiários, jovens (e alguns nem tanto) Promotores de Justiça, aguerridos, sonhadores, destemidos, que enfrentam forças que sabemos poderosas. Estão cumprindo à letra o que determina a Constituição e que agora se lhes quer suprimir: “O Ministério Público (MP) é uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art.127, CF/88).”