27-05: Neymar, pôquer ou truco?

baralhoAs linhas: “ A transferência de Neymar para o Barcelona dominou o noticiário europeu neste domingo e acabou ofuscando até a final da Liga dos Campeões, principal competição de clubes de futebol do planeta, vencida pelo Bayern de Munique, no sábado, na Inglaterra. O madrilenho AS conta com sete matérias em sua edição eletrônica. Entre os destaques está o discurso na íntegra de Neymar se despedindo da torcida santista. Já o Marca, também de Madri, coloca como manchete: “Neymar já é do Barça”, além de contar com outras 14 matérias abordando toda a trajetória da joia santista e mostra o sucesso de outros brasileiros que passaram pelo time catalão. (Fonte: AE – Agência Estado)

As entrelinhas: A negociação que culminou com a venda do craque Neymar foi um espetáculo midiático exuberante. Mas por trás do negócio em si é interessante observar como ele foi conduzido pelas partes envolvidas, em uma mistura de interesses distintos. O que apresentamos aqui são suposições pessoais: 1. Que Neymar já estava comprometido com o Barcelona faz mais de um ano, qualquer um sabe – apenas não se podia comprovar para não agredir as leis da poderosa FIFA; 2. Os participantes do negócio, Santos FC e outros investidores, Neymar Pai e três agentes/intermediários, tinham interesses conflitantes. Todos tinham suas cartas, algumas abertas, outras nas mangas; 3. A oferta do Real Madri parece ser um blefe em jogo de pôquer – ninguém sabe, ninguém viu, mas fez parte do jogo (nunca vai se saber se surtiu efeito para aumentar o lance do Barça e quais os valores efetivamente envolvidos, é claro). Por fim, todo um mistério para afinal se conhecer, em rede nacional, que o assassino era o mordomo. Para mim foi mais um jogo bem maroto, à espanhola e brasileira, “truco*! seis! ladrão!”.

* A origem do truco é incerta; especula-se que tenha surgido dos mouros. No Brasil foi popularizado por imigrantes italianos, portugueses e espanhóis. O apelo popular do jogo vem do sistema emocionante de apostas. As propostas podem ser aceitas, rejeitadas ou aumentadas. O blefe e o engano também são fundamentais para o jogo.
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